Amigos, depois da copa sobra um vazio, na há jogos pra ver, não temos o som das vuvuzelas, as notícias não são muito boas.
A realidade nos joga na cara sua brutalidade com o caso do goleiro Bruno e sua inimaginável crueza. Parece que todos os jogadores, todo o futebol foi atingido.
De Sorocaba vem notícias de traições divulgadas na Internet. Não gosto dessas gravações, não me divertem, não me atrai a desgraça alheia.
Nos meus tempos de escola, quando precisa tirar alguma nota em português, eu decorava uma poesia e declamava na frente da sala.
Hoje peço aos leitores a compreensão para minha total falta de inspiração para escrever qualquer coisa nessa manhã friorenta.
Para não tirar uma nota zero,repito a tática do esforço de meus tempos de estudante e transcrevo duas poesias que me tocaram muito nesses últimos tempos.
Tomara que vocês também gostem:
Fim
Eis que o elefante morreu. Na aurora
Viram-no, quieto, a língua de fora.
O circo agora parou na estrada,
Sem o elefante não somos nada!
Os astros choram. A lona inerme
Recobre o corpo do paquiderme.
Não se acha um outro. Nada mais resta
Para as cidades que esperam festa.
Não há saída.Não há futuro.
Ei-lo na estrada, espantoso e duro.
Na noite um bando que já não dorme
Está cavando um buraco enorme.
Alexei Bueno
Veneza, 12/4/1992
Quero me casar
Quero me casar
Na noite na rua
No mar ou no céu
Quero me casar.
Procuro uma noiva
loura morena
preta ou azul
uma noiva verde
uma noiva no ar
como um passarinho.
Depressa, que o amor
Não pode esperar!
Carlos Drummond de Andrade
(Fazendeiro do ar & Poesia até agora - 1955)