Amigos, estava no carro e a voz de Paulo Autran, pelo rádio, entrou pungente: “ ...hoje, nos meus oitenta e três anos, diria esse poema assim: “Oh que saudade que eu tenho, Da aurora da minha vida...!”
Havia tanto sentimento na sua voz rouca de fumante de vida inteira, que não contive as lágrimas, veio um choro quente, bom, sofrido ao mesmo tempo.
Como ator fiz a primeira versão da peça, de autoria de Naun Alves de Souza, que tinha um verso do poema como título :”Aurora da minha vida”.Na abertura do espetáculo cantávamos uma versão musical do poema concebido pelo maestro Samuel Kerr. Era suave, fiquei com essa versão suave na cabeça.
Paulo Autran deu uma dimensão tragicamente dolorida da saudade, um soco no estomago. Coisa que só um ator como ele e naquela idade seria capaz de expressar.
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Caetano Veloso anuncia na televisão seu voto em Gabeira , um momento muito poético, romântico até, dentro da propaganda eleitoral que eu não tenho assistido na televisão, mas acompanhado sofregamente na Internet.
Caetano escreveu que vai votar em César Maia para senador e que adora revelar em quem escolheu pra votar.
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A última notícia da Internet sobre o caso da violação do imposto de renda da filha do candidato Serra é, no mínimo, curiosa: foi ação da turma do Aécio, que à época disputava a candidatura à presidência com Serra.
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A mais dramática informação que recebi pela Internet da conta, em tom de filme “noir”, com direito a imagem de uma bala de prata, do plano da direita, para ser veiculado nos últimos três dias antes da votação, para que não haja tempo para desmentidos e analises racionais.
Dilma será mostrada como assassina, numa possível ação no seu período de engajamento na luta armada. Serão mostrados os parentes da vítima, choro e etc.
Qualquer roteirista acharia essa versão plausível!
Vamos ver!
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Minha amiga Cristina Pereira apresentou a peça “Missa Leiga”, dirigida pelo grande Ademar Guerra, para presas políticas em SP. Ela fica questionando, será que a Dilma estava entre elas?
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Não costumo declarar meu voto em Sorocaba, pois moro no Rio e não me julgo apto. Não acompanho o dia a dia da cidade.
Teve uma época que eu votava na zona eleitoral do ginásio Estadão, a mesma escola que minha mãe me levava pelas mãos, debaixo dos flamboyants, na aurora da minha vida.
Nessa época votei pela primeira vez em Iara Bernardi e fui acompanhando o trabalho dela de perto. Temos a mesma idade, somos da mesma geração, admiro a atuação política de Iara, e mesmo hoje, votando no Rio, me sinto representado politicamente pela atuação dela.
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Vocês sabiam que Paulo Autran morou em Sorocaba quando criança? Era do mesmo signo que eu. Além de meu xará. Fui vê-lo muitas vezes no palco. Paulo tinha como secretario particular um amigo meu dos tempos da EAD, Arnaldo Dias, que hoje toca a pousada que Paulo construiu em Paraty. Arnaldo aparece no nosso documentário sobre a peça Sonhos de uma Noite de São João declamando um poema caipira dos tempos das aulas de dicção de Milene Pacheco, nossa professora na EAD.
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Tivemos crítica altamente favorável de Bárbara Heliodora no Globo para nossa peça “Deus da carnificina”. Impressionante o teatro lotou no dia que a critica saiu. A repercussão é muito forte!
Continuo achando que é muito poder para uma pessoa só...
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Escrevo no dia 8 de setembro, faço hoje 58 anos de idade, como dizia o cara caindo e passando pelo oitavo andar, até aqui tudo bem...
Hoje, dia 10 é a data que está escrita no meu documento como a que nasci.
A diferença é porque na época as crianças nasciam em casa e depois era obrigatório levá-las até o cartório para o devido registro.