18/04/2011 - 14:32 Atualizado em 18/04/2011 - 14:36

Parque do Zizo abriga floresta de Mata Atlântica mais preservada do Brasil

O Parque fica em São Miguel Arcanjo

Da Redação / TV Tem

 

 

Para aproveitar os feriados, a dica está em São Miguel Arcanjo que abriga a floresta de Mata Atlântica mais preservada do Brasil. Boa parte dela fica no Parque do Zizo, uma reserva particular criada em homenagem a um estudante morto durante a ditadura militar.

 

A terra da uva também é a terra do verde exuberante. São Miguel Arcanjo abriga os remanescentes de Mata Atlântica mais bem preservados do Brasil.

 

Pelo menos trezentos hectares da floresta primária intacta estão concentrados no Parque do Zizo, localizado a 27 quilômetros do centro da cidade.

 

Quem quiser pode passar o fim de semana no parque, mas é preciso abrir mão das tecnologias do mundo moderno. No local não há energia elétrica, telefone celular não funciona e as acomodações são bem rústicas.

 

O parque foi criado em 1998, em homenagem a Luiz Fogaça Balboni, o Zizo, que nasceu em São Miguel Arcanjo. Zizo foi estudar na capital paulista e ingressou na luta armada contra a ditadura militar. Foi assassinado em setembro de 1969.

 

Mais de trinta anos depois a família foi indenizada pelo governo federal que reconheceu a responsabilidade da morte do militante. O dinheiro da indenização foi investido na criação do parque, um jeito de manter viva a memória de Zizo e lutar pela preservação da natureza.

 

A escultura homenageia o estudante morto. A ponte lembra o companheiro de Zizo, que foi preso durante a ditadura. As lembranças dos anos de repressão param por aí e desaparecem diante da liberdade e da vida que pulsa na floresta.

 

O parque é o endereço certo para quem quer curtir as riquezas da fauna e flora e interagir com a natureza. A observação de pássaros também tem atraído muitos visitantes. Já foram catalogadas mais de trezentas espécies.

 

O parque tem várias trilhas e cachoeiras. As visitas precisam ser agendadas e os passeios só com guia. Como o turismo é de baixo impacto, o caminho é cheio de mato e muitos obstáculos. São três quilômetros que parecem bem maiores.

 

Ao longo do percurso, a natureza se revela em diversas formas e cores. E surpreende com a capacidade de renovação.

 

Depois de duas horas de caminhada, em uma trilha cheia de obstáculos, é possível chegar a cachoeira Fita Branca, uma das mais altas da região. São 215 metros de altura. Um esforço que sem dúvida vale a pena.

 

 

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