O Festival Internacional de Teatro de Rio Preto termina neste sábado. Foram mais de cem apresentações de grupos do Brasil e de outros seis países. Nesta edição, muitos dos espetáculos foram realizados fora dos palcos. Nas ruas, os grupos mostram que o teatro nem sempre precisa de palavras.
Eles chegam de malas, desconfiados. Aos poucos, os 15 espanhóis avançam pelas ruas. A carroceria vira palco. E na hora de descer, o público entra em ação. O catador de papel ganha destaque na história sem enredo definido.
O público do festival também busca o inesperado, e quer muito mais do que simplesmente assistir aos espetáculos. Esta é a proposta de um grupo de São Paulo. O público recebe um mp3, uma capa de chuva e caminha por uma hora.
A caminhada , ou melhor, a apresentação começa. O público faz parte dela, recebe orientações pelo fone de ouvido. Em um dos bairros mais pobres da cidade, uma reflexão sobre a vida na periferia.
Um novo olhar sobre a vida de quem mora no local. O público é convidade a subir em um ônibus. 15 minutos de trajeto e chega a um conjunto de casas em construção. Depois de quase duas horas, o espetáculo, do qual fizeram parte termina.